É por oceanos que estou a navegar, e por entre corais e abissais, sigo forasteira e habilidosa em mares difíceis para navegar, porém, lindos demais para se querer voltar. Nunca antes tamanha plenitude, serenidade. Nunca antes este desejo por mim. Na fenda de um mar profundo mostro-me colorida, de forma não definida, brilhando para o escuro. Mas brilhar para o escuro? E quem vê? De que vale brilhar assim? O escuro é apenas a ausência de luz. Brilhando para o escuro brilho para mim. Gosto de minhas cores, meus degrades... Nuances. Vestida de silêncio e cor, vivendo o mais potente amor, na fenda de um mar profundo onde jamais estarei só: Tenho a mim como companhia.
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